Fotos: Ivan Gomes
O vice-prefeito de
Itatiba, Ari Hauck, o dr. Ari, participou de reunião sobre o impeachment da
presidente Dilma Rousseff, durante a noite de terça-feira (3) na sede do futuro
partido, na região central de São Paulo.
Redeiros de várias regiões do Estado estiveram presentes.
Quase todos os participantes fizeram uso da palavra, mas Ari foi o mais
contundente em mostrar seu lado e pediu cautela sobre qualquer impedimento de
Dilma ou a simples “demonização” do PT (Partido dos Trabalhadores). “O Brasil
precisa se livrar da corrupção que existe há décadas, isso não é uma invenção
do PT e sim de um sistema político que precisa ser mudado. Por isso temos que
ter cuidado para que nossa revolta e indignação não sirva de ‘cortina de
fumaça’ para trocarmos um ladrão por um bandido”, declarou Hauck.
O vice disse também que a luta da Rede é mudar a política
para mudar o Brasil. “A corrupção está atrelada ao financiamento das campanhas
eleitorais e ao carreirismo político, coisas que são muito visíveis em Itatiba,
muitos fazem da política seu ‘filão de ouro’. Também fazem campanha eleitoral
durante os quatro anos de mandato, para obter votos a partir de favores
pessoais e não de posicionamento político para o bem comum”, avaliou.
Hauck comentou ainda que desconfia que o movimento pelo
impeachment da presidente seja manipulado. “Com um cenário como esse, a simples
troca e queda da presidente, ou do PT, não resolverá em nada os problemas que
temos atualmente e nem as questões da política de interesse nacional”, pontuou.
Perguntado se seu discurso é favorável ao PT, Hauck nega.
“Todos têm que pagar exemplarmente pelo erro, seja quem for e de qual sigla
for. Sou a favor do fim da corrupção e fim de todos os corruptos e partidos que
abriguem pessoas corruptas e oportunistas. E se a Rede servir de trampolim para
algum oportunista estou fora”, afirmou o vice-prefeito.
FUNDADOR
Hauck foi um dos fundadores do PT e participou da discussão
do partido desde 1980 e chegou a ser candidato a prefeito em Itatiba pela sigla
e teve um mandato como vereador, sendo lembrado por atitudes oposicionistas mas
sem extremismos. “Fui contra as posições do PT de coalização onde os fins
justificam os meios. Por isso deixei o partido em 2001. Retornei à política
após alguns anos de afastamento, por iniciativa própria, e retornei pois
acreditei em um plano de governabilidade que independeria de sigla partidária.
Mas aprendi as duras custas que não existem pessoas boas em partidos ruins, ou
seja, me enganei com Fattori”.
REDE
Ao final da reunião, Hauck disse que aguardará
posicionamento coerente da Rede sobre o assunto impeachment. “Os próximos dias
terão muitas coisas ocorrendo e novas informações, por isso acredito que os
movimentos não podem precipitarem-se em julgamentos sem fundamentos jurídicos.
E espero que a Rede, como uma terceira via, aprofunde a discussão sobre os
temas mais relevantes e não se satisfaça com acusações infundadas”, encerrou o
vice.
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