sexta-feira, 20 de março de 2015

Pais de alunos do CECI reclamam sobre condições da estrutura do prédio

Fotos: Arquivo Pessoal
Pais de alunos que frequentam o CECI - Emeb profa. Marina de Araújo Pires, no bairro Brotas, reclamam das condições precárias da estrutura do prédio escolar. Fotos realizadas há alguns dias mostram que o prédio está abandonado e sem manutenção.
Um pai que preferiu não se identificar, disse que teme pela segurança de seu filho. “Nós pagamos impostos, meu filho não vem de graça para escola, ela precisa ter as mínimas condições de atender bem as pessoas que vem para estudar e trabalhar, mas não é isso que vemos atualmente”, declarou.

As fotos mostram paredes pichadas, portas danificadas, redes e janelas “estouradas”. Sem segurança e abandonado, o prédio foi recentemente alvo de vândalos que atearam fogo em parte dele.
Além do Ceci, outra escola que é alvo constante de reclamações de pais e alunos da região é a Emeb profa. Guiomar Ciarbello, no bairro Jardim das Nações. Uma das principais reclamações refere-se as trincas e rachaduras que a estrutura do local apresenta. A escola não foi aprovada pela inspeção de segurança do Tribunal Eleitoral e as seções de votação daquele bairro foram transferidas para o Ceci.

Uma reforma superficial feita nos últimos meses apenas maquiou o prédio que foi construído sobre um brejo, mas sem reforçar sua estrutura. “Justamente neste momento em que se discute o Plano Municipal de Educação para os próximos dez anos, temos em 27 páginas do Plano apenas meia linha, no item 4.3 tratando da estrutura física das escolas. Como se nossas escolas fossem um primor”, alfinetou o vice-prefeito Ari Hauck, o dr. Ari.
Para o atual vice-prefeito, estes são problemas crônicos herdados de administrações anteriores.  “O mais interessante, ou desanimador, é que tais prefeitos eram profissionais de engenharia. A Emeb Ângela Ligia no Abramo Delforno [Nosso Teto] foi desativada por risco estrutural, a Emeb Rosa Scavone no San Francisco, que embora tenha sido reforçada, ainda corre risco, a Emeb Maria Salles, no Cocaes, tem estrutura de escola rural improvisada, sem falar das demais 22 Emebs e outras 22 Cemeis em prédios isolados”, argumentou.

Hauck também falou sobre o trabalho do atual prefeito. “No entanto, passados cinco anos da administração Fattori, o Setor de Obras Escolares que deveria ter sido implementado, deixou de ser prioridade, daí a degradação dos prédios. Me pergunto como atingir as metas do Plano Municipal de Educação com meia linha dedicada à estrutura física? Podemos acreditar que as demais propostas, exceto as de marketing, sejam sérias?”, encerrou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário