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| Fotos: Contribuição de internauta |
Rompido politicamente com o prefeito João Fattori (PSDB), o
vice Ari Hauck, o dr. Ari (sem partido), continua em constante contato com
amigos e eleitores e com isso recebe diariamente várias reclamações de
moradores de vários bairros do município. A mais ouvida nas últimas semanas foi
em relação a quantidade de lixo espalhada por ruas e avenidas de Itatiba.
Moradores de vários bairros reclamam da quantidade de lixo,
entulho e materiais inservíveis que são jogados em terrenos particulares,
públicos ou às margens de vias públicas. Há alguns anos esse tipo de reclamação
ocorre e parte da imprensa itatibense cobrava a atual administração sobre os
problemas, mas o imbróglio só aumenta e não há solução a curto prazo.
No início desta semana, moradores dos bairros Engenho e
Nações intensificaram as críticas sobre o problema. Além de falarem sobre o despejo
irregular, fizeram fotos para demonstrar a quantidade de lixo acumulada em
vários pontos dos bairros. Sobre o problema, Ari teceu comentários sobre o
assunto.
Doutor, existe uma
solução imediata para este problema?
O problema vem sendo “empurrado com a barriga” há anos por
isso só tende a se agravar mais e mais. Ninguém mais acredita que o prefeito
queira resolver o problema. Primeiro, todos sabem que na opinião dele “fiscalizar
não dá voto”, quantos fiscais tem a prefeitura? Que condição de trabalho tem os
poucos fiscais? Falta interesse em resolver este e outros problemas. Segundo, o
que foi feito do Plano Municipal de Resíduos?
"Peço desculpas pelo erro de ter apoiado um prefeito que vive de vinganças, que usa o discurso religioso, moralista e atua contraditoriamente"
A culpa é somente da
administração ou a população tem sua parte?
Como culpar o munícipe que não tem onde descartar o lixo
“não doméstico”? Qual exemplo ele tem de comportamento e de respeito ao ambiente?
Onde jogar o lixo? Também não resolve reclamar dos “mal educados” se não há
fiscalização para a punição. Não há uma orientação qualquer para indicar ao
infrator como se corrigir.
O senhor acredita que
se os ecopontos tivessem sido construídos os problemas não estariam tão graves?
A verba recebida em 2011 para a construção de 4 pontos de
recepção dos resíduos sólidos não domésticos até hoje não foi aplicada. Hoje
mal vai dar para pagar um ou dois pontos. Isso poderia ter sido feito com a mão
de obra da própria prefeitura em curto prazo. Mas além da recepção deste lixo é
necessário logística de sua destinação final, que depende unicamente de vontade
política que não existe.
O senhor tem recebido
muitas reclamações sobre esse assunto. O que senhor diz aos reclamantes?
Como explicar que um vice-prefeito não tem poderes para
executar uma tarefa qualquer? Sou um vice que nem tem sala para atender as
pessoas. Até minha correspondência desaparece sem que eu a receba. Nem
telegrama do governador me entregam. Se um funcionário me atende ou me ouve,
acaba sendo perseguido.
O que eu digo? Peço desculpas pelo erro de ter apoiado um
prefeito que vive de vinganças, que usa o discurso religioso, moralista e atua
contraditoriamente. Insisto com as pessoas que estão indignadas e decepcionadas
com essa administração para que não desistam, que devem se unir e eliminar
todos estes políticos, vereadores que apoiam essa situação. Vejam o exemplo que
os moradores do Jardim Leonor veem dando, e outros mais que arregaçam as mangas
e fazem o que é possível sem se perder em lamúrias.
Um bom exemplo tem sido dado pelas Associações e entidades
como o JAPPA e a Igreja que prepara a Campanha da Fraternidade como tema de
“Respeito ao Ambiente”.


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