quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Lixo espalhado em vias públicas incomoda população

Fotos: Contribuição de internauta
Rompido politicamente com o prefeito João Fattori (PSDB), o vice Ari Hauck, o dr. Ari (sem partido), continua em constante contato com amigos e eleitores e com isso recebe diariamente várias reclamações de moradores de vários bairros do município. A mais ouvida nas últimas semanas foi em relação a quantidade de lixo espalhada por ruas e avenidas de Itatiba.

Moradores de vários bairros reclamam da quantidade de lixo, entulho e materiais inservíveis que são jogados em terrenos particulares, públicos ou às margens de vias públicas. Há alguns anos esse tipo de reclamação ocorre e parte da imprensa itatibense cobrava a atual administração sobre os problemas, mas o imbróglio só aumenta e não há solução a curto prazo.

No início desta semana, moradores dos bairros Engenho e Nações intensificaram as críticas sobre o problema. Além de falarem sobre o despejo irregular, fizeram fotos para demonstrar a quantidade de lixo acumulada em vários pontos dos bairros. Sobre o problema, Ari teceu comentários sobre o assunto.

Doutor, existe uma solução imediata para este problema?
O problema vem sendo “empurrado com a barriga” há anos por isso só tende a se agravar mais e mais. Ninguém mais acredita que o prefeito queira resolver o problema. Primeiro, todos sabem que na opinião dele “fiscalizar não dá voto”, quantos fiscais tem a prefeitura? Que condição de trabalho tem os poucos fiscais? Falta interesse em resolver este e outros problemas. Segundo, o que foi feito do Plano Municipal de Resíduos?

"Peço desculpas pelo erro de ter apoiado um prefeito que vive de vinganças, que usa o discurso religioso, moralista e atua contraditoriamente"

A culpa é somente da administração ou a população tem sua parte?
Como culpar o munícipe que não tem onde descartar o lixo “não doméstico”? Qual exemplo ele tem de comportamento e de respeito ao ambiente? Onde jogar o lixo? Também não resolve reclamar dos “mal educados” se não há fiscalização para a punição. Não há uma orientação qualquer para indicar ao infrator como se corrigir.


O senhor acredita que se os ecopontos tivessem sido construídos os problemas não estariam tão graves?
A verba recebida em 2011 para a construção de 4 pontos de recepção dos resíduos sólidos não domésticos até hoje não foi aplicada. Hoje mal vai dar para pagar um ou dois pontos. Isso poderia ter sido feito com a mão de obra da própria prefeitura em curto prazo. Mas além da recepção deste lixo é necessário logística de sua destinação final, que depende unicamente de vontade política que não existe.

O senhor tem recebido muitas reclamações sobre esse assunto. O que senhor diz aos reclamantes?
Como explicar que um vice-prefeito não tem poderes para executar uma tarefa qualquer? Sou um vice que nem tem sala para atender as pessoas. Até minha correspondência desaparece sem que eu a receba. Nem telegrama do governador me entregam. Se um funcionário me atende ou me ouve, acaba sendo perseguido.
O que eu digo? Peço desculpas pelo erro de ter apoiado um prefeito que vive de vinganças, que usa o discurso religioso, moralista e atua contraditoriamente. Insisto com as pessoas que estão indignadas e decepcionadas com essa administração para que não desistam, que devem se unir e eliminar todos estes políticos, vereadores que apoiam essa situação. Vejam o exemplo que os moradores do Jardim Leonor veem dando, e outros mais que arregaçam as mangas e fazem o que é possível sem se perder em lamúrias.
Um bom exemplo tem sido dado pelas Associações e entidades como o JAPPA e a Igreja que prepara a Campanha da Fraternidade como tema de “Respeito ao Ambiente”. 

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