sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Ari Hauck fala sobre intervenção na Santa Casa ocorrida em 2010


O vice-prefeito de Itatiba, dr. Ari, explica, novamente. os
motivos para intervenção da Santa Casa em 2010
O vice-prefeito de Itatiba, Ari Hauck, o dr. Ari (sem partido), foi criticado durante sessão da Câmara de Itatiba realizada na quarta-feira (12) pelo vereador de oposição, Douglas Augusto (PPS), por sua participação na intervenção à Santa Casa ocorrida em meados de 2010. Logo após ser criticado, o vice-prefeito foi às redes sociais e disse que o parlamentar mentiu sobre os fatos.

Como tem sido constante, o vice-prefeito, que não renunciou ao cargo, mas está rompido politicamente com o chefe do Executivo, João Fattori (PSDB), foi novamente atacado no plenário. Ao blog Papo com Ari, ele explicou os fatos ocorridos há 5 anos.

Dr. Ari, quais foram os motivos que levaram a prefeitura intervir na Santa Casa em 2010? A intervenção foi necessária?
A direção da Santa Casa, enquanto negociava os valores para atualização do convênio, ameaçou fechar completamente o Pronto Socorro [PS] aos pacientes do SUS [Sistema Único de Saúde] com alegação de prejuízo. O prefeito, após ter notificado a direção quanto aos riscos à população, ao receber por volta da meia noite daquele dia a confirmação do fechamento das portas aos pacientes na emergência, apelou ao juiz de Direito de Itatiba que despachou, no início da madrugada, um mandado de intervenção para que fosse regularizado o atendimento no PS.
Se foi necessária? Imaginem o que poderia acontecer com os munícipes em uma situação de urgência, ao baterem com a cara na porta do Pronto Socorro fechado. Seria uma irresponsabilidade da autoridade municipal se ficasse omissa.
“Quando fui vereador aconteceu a mesma coisa. Tanto a situação, que apoiava o prefeito, como a oposição, uniram-se para derrotar nossas propostas de moralização da política. Mesmo assim conseguimos vitórias históricas como reduzir salário e acabar com a aposentadoria dos prefeitos e vereadores”. 
Dr. Ari, rompido politicamente com o prefeito João Fattori,
tem sido criticado por alguns parlamentares. Para ele isso é
normal devido ao cargo que ocupa e ser um postulante à
prefeitura
Por qual motivo o senhor esteve presente ao local? Nos dias atuais, caso ocorresse algo parecido, teria a mesma atitude de 2010?
O prefeito já havia nomeado uma comissão para acompanhar a negociação, mas todos eram leigos, mesmo assim aceitaram colaborar na abertura do PS. Dirige-me até o local ao perceber que o secretário da saúde, dr. Simões, e seus diretores médicos, apesar de criticarem a direção da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba [SCMI], não participaram do suporte à comissão de intervenção que precisava de um médico para dialogar com os funcionários pois estes estavam sendo ameaçados de demissão pela diretoria caso abrissem o Pronto Socorro.
Estas ameaças foram exorbitantes a ponto da comissão pedir proteção policial. Eu mesmo fui ameaçado de agressão. No entanto, alguns vereadores e mesmo pessoas ligadas à direção da SCMI mentem constantemente, deturpam os fatos com objetivo de denegrir minha imagem.

E porque este assunto passado sempre retorna para debate na Casa de Leis?
Estamos a pouco mais de um ano das eleições municipais de 2016. Acredito que os ataques que tenho sofrido na Câmara, tanto da situação quanto da oposição, ocorrem pelo fato de que o vice seja um candidato natural ao cargo [de prefeito] ano que vem. Há uma certeza, tanto na situação como na oposição, que eu não aceito fazer acordos espúrios, portanto, não faço parte de nenhuma destas “panelinhas de politiqueiros”. Assim é óbvio que todos queiram me anular.

Como ex-vereador, como o senhor avalia o trabalho do Legislativo na atual gestão?
Quando fui vereador aconteceu a mesma coisa. Tanto a situação, que apoiava o prefeito, como a oposição, uniram-se para derrotar nossas propostas de moralização da política. Mesmo assim conseguimos vitórias históricas como reduzir salário e acabar com a aposentadoria dos prefeitos e vereadores.
Quanto a atual legislatura prefiro não fazer comentários. A população sabe demonstrar bem sua opinião.

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