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| O vice-prefeito de Itatiba, dr. Ari, explica, novamente. os motivos para intervenção da Santa Casa em 2010 |
O vice-prefeito de Itatiba, Ari Hauck, o dr. Ari (sem
partido), foi criticado durante sessão da Câmara de Itatiba realizada na
quarta-feira (12) pelo vereador de oposição, Douglas Augusto (PPS), por sua participação
na intervenção à Santa Casa ocorrida em meados de 2010. Logo após ser
criticado, o vice-prefeito foi às redes sociais e disse que o parlamentar
mentiu sobre os fatos.
Como tem sido constante, o vice-prefeito, que não renunciou
ao cargo, mas está rompido politicamente com o chefe do Executivo, João Fattori
(PSDB), foi novamente atacado no plenário. Ao blog Papo com Ari, ele explicou
os fatos ocorridos há 5 anos.
Dr. Ari, quais foram
os motivos que levaram a prefeitura intervir na Santa Casa em 2010? A
intervenção foi necessária?
A direção da Santa Casa, enquanto negociava os valores para
atualização do convênio, ameaçou fechar completamente o Pronto Socorro [PS] aos
pacientes do SUS [Sistema Único de Saúde] com alegação de prejuízo. O prefeito,
após ter notificado a direção quanto aos riscos à população, ao receber por
volta da meia noite daquele dia a confirmação do fechamento das portas aos
pacientes na emergência, apelou ao juiz de Direito de Itatiba que despachou, no
início da madrugada, um mandado de intervenção para que fosse regularizado o
atendimento no PS.
Se foi necessária? Imaginem o que poderia acontecer com os
munícipes em uma situação de urgência, ao baterem com a cara na porta do Pronto
Socorro fechado. Seria uma irresponsabilidade da autoridade municipal se
ficasse omissa.
“Quando fui vereador aconteceu a mesma coisa. Tanto a situação, que apoiava o prefeito, como a oposição, uniram-se para derrotar nossas propostas de moralização da política. Mesmo assim conseguimos vitórias históricas como reduzir salário e acabar com a aposentadoria dos prefeitos e vereadores”.
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| Dr. Ari, rompido politicamente com o prefeito João Fattori, tem sido criticado por alguns parlamentares. Para ele isso é normal devido ao cargo que ocupa e ser um postulante à prefeitura |
Por qual motivo o
senhor esteve presente ao local? Nos dias atuais, caso ocorresse algo parecido,
teria a mesma atitude de 2010?
O prefeito já havia nomeado uma comissão para acompanhar a
negociação, mas todos eram leigos, mesmo assim aceitaram colaborar na abertura
do PS. Dirige-me até o local ao perceber
que o secretário da saúde, dr. Simões, e seus diretores médicos, apesar de
criticarem a direção da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba [SCMI], não
participaram do suporte à comissão de intervenção que precisava de um médico
para dialogar com os funcionários pois estes estavam sendo ameaçados de
demissão pela diretoria caso abrissem o Pronto Socorro.
Estas ameaças foram exorbitantes a ponto da comissão pedir
proteção policial. Eu mesmo fui ameaçado de agressão. No entanto, alguns
vereadores e mesmo pessoas ligadas à direção da SCMI mentem constantemente,
deturpam os fatos com objetivo de denegrir minha imagem.
E porque este assunto
passado sempre retorna para debate na Casa de Leis?
Estamos a pouco mais de um ano das eleições municipais de
2016. Acredito que os ataques que tenho sofrido na Câmara, tanto da situação
quanto da oposição, ocorrem pelo fato de que o vice seja um candidato natural
ao cargo [de prefeito] ano que vem. Há uma certeza, tanto na situação como na
oposição, que eu não aceito fazer acordos espúrios, portanto, não faço parte de
nenhuma destas “panelinhas de politiqueiros”. Assim é óbvio que todos queiram
me anular.
Como ex-vereador,
como o senhor avalia o trabalho do Legislativo na atual gestão?
Quando fui vereador aconteceu a mesma coisa. Tanto a
situação, que apoiava o prefeito, como a oposição, uniram-se para derrotar
nossas propostas de moralização da política. Mesmo assim conseguimos vitórias
históricas como reduzir salário e acabar com a aposentadoria dos prefeitos e
vereadores.
Quanto a atual legislatura prefiro não fazer comentários. A
população sabe demonstrar bem sua opinião.


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