Fotos: Ivan Gomes
A denúncia feita por vereadores foi acatada pela promotora
Fernanda Klinguelfus Lorena de Mello, que teria solicitado informações ao chefe
do Executivo sobre as viagens realizadas no período. No final de março deste
ano, Fattori e a primeira-dama foram à Alemanha e neste caso o prefeito não
nomeou ninguém para assumir o posto. O MP deverá avaliar também uma viagem aos
Estados Unidos, no início de 2014, que não teria sido comunicada oficialmente à
Câmara e demais autoridades.
Ainda de acordo com matéria veiculada, Fattori e sua esposa
foram encontrados no Aeroporto Internacional de Guarulhos, no dia de embarque,
pelo vice-prefeito Ariovaldo Hauck da Silva (sem partido), que viajava com a
esposa para Londres em férias oficiais. Ambos estão rachados politicamente e,
para o vice, o prefeito não informou para onde viajaria. “Todos os códigos
penais seriam desnecessários se de fato as pessoas fossem menos egocêntricas”,
comentou Hauck.
LEI
O vice-prefeito fez analogia sobre a saída de Fattori com a
ausência de comerciantes de seus locais de trabalho. “Quem pode imaginar um
comércio ou um simples boteco cujo proprietário se ausenta sem avisar por uma
semana? O que se dirá então da prefeitura da ‘terceira melhor cidade para se
viver’, com 110 mil habitantes e mais de 3,1 mil funcionários? Agora imaginem
esta estrutura gigantesca, a maior empresa da cidade sem o seu chefe supremo?”,
questionou.
Hauck citou também que a Lei Orgânica foi elaborada a partir
da hipótese de que jamais um prefeito seria irresponsável a ponto de se
ausentar do município sem comunicar e sem deixar um responsável no comando. “Nem
mesmo os secretários são informados, dizem que não sabem do fato, ou fingem que
não sabem. Secretários e funcionários ligados ao gabinete estão sendo
coniventes com esta irresponsabilidade?”, pergunta.
O vice argumenta também que nestes 6 anos e 5 meses de
mandato, que a atual estrutura municipal é dirigida sob regime autoritário e
personalista. “Agora ficou sem comando e
sem piloto? Em janeiro de 2014 eu havia alertado publicamente a respeito de uma
viagem aos EUA por 15 dias. Com certeza estamos abusando da sorte. Sem dúvida
seria muito mais simples e honesto pedir saída de férias, como é de direito.
Não usa as férias, mas dá umas escapadas por interesse pessoal. Seriam negócios
no exterior? Por outro lado, temos visto no noticiário que alguns prefeitos ao
terminar o mandato, se outorgam o pagamento de férias não usadas, que em oito
anos chegaria a quase R$150 mil”, afirmou Hauck.
SUGESTÃO
Devido ao assunto ter voltado à pauta, Hauck faz sugestão
para a Câmara Municipal desta Emenda à Lei Orgânica Municipal
“Artigo 58 - O prefeito gozará de férias anuais de 30 dias,
sem prejuízo de sua remuneração, ficando a seu critério a época para usufruir
seu descanso:
Parágrafo primeiro – Para o uso deste direito o prefeito
fará a devida comunicação à Câmara Municipal indicando seu substituto, seja o
quanto for o número de dias de uso das férias, sendo dada publicidade da
decisão.
Parágrafo segundo – O não uso das férias não criará direito
de uso cumulativo para o ano posterior e tampouco criará direito pecuniário.
Artigo 62 - O prefeito e o vice-prefeito, quando em
exercício de substituição, não poderão se ausentar do município ou se afastar
do cargo sem a licença da Câmara Municipal, sob pena de perda do mandato.
Artigo 64 – No final de cada legislatura e antes das
eleições municipais a Câmara Municipal fixará mediante lei o subsídio do prefeito
para o quadriênio subsequente, obedecendo a legislação federal e estadual
vigente.
- mantido
- mantido
- O vice-prefeito somente terá direito a remuneração enquanto exercer cargo ou função indicado pelo prefeito, sendo dada publicidade da nomeação.
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