| Dr. Ari conversa com cidadãos na praça e reclamações são constantes. Fotos: Ivan Gomes |
A falta de fiscalização por parte da prefeitura, referente
aos serviços prestados pelas empresas terceirizadas, foi motivo de reclamação
de algumas pessoas que conversaram com o vice-prefeito, Ari Hauck, o dr. Ari
(Rede Sustentabilidade), em seu “gabinete” na Praça da Bandeira, Centro.
Alguns comerciantes da Praça da Bandeira reclamaram que os serviços
de limpeza nas ruas e praças são feitos pela metade. A varrição não é recolhida
em sacos, ficando amontoada no meio fio da rua ou nos canteiros da praça, que
obriga outras pessoas a desempenharem dos prestadores terceirizados da Litucera.
“Fazemos nossa parte e ainda do outro, pois o serviço não é executado de
maneira correta. Isso ocorre pois não há fiscalização por parte da prefeitura”,
destacou o empregado da loja.
Outro debate que surgiu em meio ao diálogo com a população
foi a preocupação de alguns pais em relação a educação dos filhos. “Essa medida
do governador [Geraldo] Alckmin [PSDB] tem nos preocupado. Será que faltará
escolas para nossos filhos? Ou ficarão em salas super lotadas?”, questionou uma
mãe, que preferiu não se identificar.
Doutor, como o senhor
recebeu a informação referente a falta de fiscalização por parte da prefeitura
referente as empresas terceirizadas?
Não vemos fiscalização em nenhum setor da prefeitura. O
prefeito não gosta de fazer cumprir a lei, pois isso não dá voto. Todos os
setores são deficientes neste aspecto, faltam profissionais, faltam recursos
materiais, veículos, treinamento e principalmente a integração entre estes
serviços, desde a fiscalização de terceirizados à obras contratadas,
fiscalização sanitária, código de postura, barulho, de construções, trânsito,
ambiente e tudo mais.
Do modo em que estamos, os desordeiros e as pessoas mal-educadas
são premiadas e fazem o que bem entendem, enquanto a maioria sofre pelo
comportamento dos transgressores e pela omissão das autoridades.
| Hauck fica mais próximo às pessoas com seu gabinete na Praça da Bandeira |
As reclamações foram
acintosas. Isso chega aos responsáveis ou o senhor pensa que podem chegar mas
não são levadas adiante? Como este problema pode ser solucionado?
Para isso tem que ter coragem, vontade política e respeito às
leis e aos cidadãos que constituem a maioria ordeira. Primeiro tem que se
reestruturar totalmente estes serviços de fiscalização. Repor a falta de
funcionários por concurso, dando-lhes condição de trabalho e cobrando
honestidade. Não é fácil, mas sem coragem e sem a vontade de fazer cumprir a
lei, vai continuar tudo na mesma ou piorar.
Em relação a
educação, qual sua opinião sobre as mudanças que o governador pretende
implantar na rede de educação estadual?
Ainda não está claro onde o governador [Geraldo Alckmin] quer
chegar. Tudo indica que é apenas uma ‘maquiação’ para economia orçamentaria,
sem se preocupar com as consequências, provavelmente isto ficará em algum arquivo
secreto por 100 anos.
Há décadas é pedido menos alunos por sala, tanto para o
ensino, como para o conforto de estudantes e professores. Também se exige a
extensão do turno escolar para tirar os jovens das ruas e das drogas e
principalmente para lhes dar uma capacitação para a vida moderna,
responsabilidade social e o empreendedorismo. Mais uma vez só vamos saber a
verdade daqui 100 anos, se ainda alguém souber ler e escrever.
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