domingo, 18 de outubro de 2015

Falta de fiscalização de terceirizadas é motivo de reclamação

Dr. Ari conversa com cidadãos na praça e reclamações são
constantes. Fotos: Ivan Gomes
A falta de fiscalização por parte da prefeitura, referente aos serviços prestados pelas empresas terceirizadas, foi motivo de reclamação de algumas pessoas que conversaram com o vice-prefeito, Ari Hauck, o dr. Ari (Rede Sustentabilidade), em seu “gabinete” na Praça da Bandeira, Centro.

Alguns comerciantes da Praça da Bandeira reclamaram que os serviços de limpeza nas ruas e praças são feitos pela metade. A varrição não é recolhida em sacos, ficando amontoada no meio fio da rua ou nos canteiros da praça, que obriga outras pessoas a desempenharem dos prestadores terceirizados da Litucera. “Fazemos nossa parte e ainda do outro, pois o serviço não é executado de maneira correta. Isso ocorre pois não há fiscalização por parte da prefeitura”, destacou o empregado da loja.

Outro debate que surgiu em meio ao diálogo com a população foi a preocupação de alguns pais em relação a educação dos filhos. “Essa medida do governador [Geraldo] Alckmin [PSDB] tem nos preocupado. Será que faltará escolas para nossos filhos? Ou ficarão em salas super lotadas?”, questionou uma mãe, que preferiu não se identificar.

FISCALIZAÇÃO

Doutor, como o senhor recebeu a informação referente a falta de fiscalização por parte da prefeitura referente as empresas terceirizadas?
Não vemos fiscalização em nenhum setor da prefeitura. O prefeito não gosta de fazer cumprir a lei, pois isso não dá voto. Todos os setores são deficientes neste aspecto, faltam profissionais, faltam recursos materiais, veículos, treinamento e principalmente a integração entre estes serviços, desde a fiscalização de terceirizados à obras contratadas, fiscalização sanitária, código de postura, barulho, de construções, trânsito, ambiente e tudo mais.
Do modo em que estamos, os desordeiros e as pessoas mal-educadas são premiadas e fazem o que bem entendem, enquanto a maioria sofre pelo comportamento dos transgressores e pela omissão das autoridades.

Hauck fica mais próximo às pessoas com seu gabinete
na Praça da Bandeira
As reclamações foram acintosas. Isso chega aos responsáveis ou o senhor pensa que podem chegar mas não são levadas adiante? Como este problema pode ser solucionado?
Para isso tem que ter coragem, vontade política e respeito às leis e aos cidadãos que constituem a maioria ordeira. Primeiro tem que se reestruturar totalmente estes serviços de fiscalização. Repor a falta de funcionários por concurso, dando-lhes condição de trabalho e cobrando honestidade. Não é fácil, mas sem coragem e sem a vontade de fazer cumprir a lei, vai continuar tudo na mesma ou piorar.

Em relação a educação, qual sua opinião sobre as mudanças que o governador pretende implantar na rede de educação estadual?
Ainda não está claro onde o governador [Geraldo Alckmin] quer chegar. Tudo indica que é apenas uma ‘maquiação’ para economia orçamentaria, sem se preocupar com as consequências, provavelmente isto ficará em algum arquivo secreto por 100 anos.
Há décadas é pedido menos alunos por sala, tanto para o ensino, como para o conforto de estudantes e professores. Também se exige a extensão do turno escolar para tirar os jovens das ruas e das drogas e principalmente para lhes dar uma capacitação para a vida moderna, responsabilidade social e o empreendedorismo. Mais uma vez só vamos saber a verdade daqui 100 anos, se ainda alguém souber ler e escrever. 

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