segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Cidadãos reclamam sobre problemas da cidade para vice-prefeito

Ari Hauck, vice-prefeito de Itatiba, tem
atendido a população na Praça da
Bandeira. Fotos: Ivan Gomes
O “gabinete alternativo” do vice-prefeito de Itatiba, Ari Hauck, o dr. Ari (Rede Sustentabilidade), tem sido procurado por pessoas que não conseguem ser ouvidas pela maioria dos políticos. E devido sua presença na Praça da Bandeira, toda quarta-feira, o vice tem ouvido várias reclamações e também debatido ideias com cidadãos.

Despejo e lixo e entulho em áreas do bairro Santo Antonio foi uma das reclamações. “É incrível como as pessoas despejam toda sujeira em locais públicos. Muitos fazem em plena luz do dia, como se aquele espaço fosse destinado para descartes deste tipo”, comentou uma moradora do bairro.

Outro cidadão questionou Hauck sobre a morosidade para conseguir documentos na prefeitura. 
“Doutor, não dá para acreditar como demoram tanto para expedir algum documento. O problema é que a burocracia e demora atingem vários setores da administração e isso prejudica muitas pessoas”, destacou o reclamante.

Doutor, o despejo de lixo e entulho novamente à frente das reclamações. Como solucionar este problema. Além da falta de locais adequados para despejo, isto também demonstra falta de educação e consciência de parte dos cidadãos?
Seria muito precipitado culpar unicamente a população por uma cultura de vivencia social e coletiva egocêntrica. Não é apenas nesta questão do lixo que se busca a culpa no povo, mas também no mau uso da água, no abandono de animais, com as árvores nas ruas, com o estacionamento irregular, até com a corrupção. Para tudo isso há uma explicação sociológica, econômica e histórica, que inclusive se encaixa no conceito sócio-filosófico de “luta de classes”.
A população tem procurado o vice na praça para tratar de
diversos assuntos
Hoje temos que parar com isso de desenterrar o passado. Enquanto buscamos culpados o lixo vai se acumula vertiginosamente. Temos que ter a clareza das lições tiradas a partir de nossos erros.
Foi minha professora do primário quem me ensinou a não jogar papel na rua, meus pais eram muitos simples, vindos da roça. A merendeira me ensinou a usar garfo e faca. Elas representam o Estado, a administração pública. Se a prefeitura não oferece condições de recolher e tratar os resíduos sólidos, como culpar a pessoa que precisou de um sofá novo e não tem o que fazer com o velho? Até o trabalho da professora, que também é desmerecido, perde seu sentido. Ela ensina que não se deve jogar lixo na rua, mas onde jogar?
Desde 2010 propusemos a recuperação do Aterro e sua transformação em Usina de gás e energia elétrica. Desde 2012 o prefeito tem em mãos o Projeto de Tratamento de Resíduos Sólidos e nada fez, recebeu do Estado uma verba para construir os Ecopontos e nada fez.
Culpa do povo? Ou culpa da Dilma?

Morosidade para expedição de documentos, houve reclamações neste sentido. É falha de algum setor, falta de servidores. Qual a origem do problema e como ser solucionado?
Não é apenas uma questão de logística. Hoje a prefeitura até se encontra razoavelmente bem instalada, embora o acesso ainda seja difícil e seu custo muito caro [teria ficado mais barato construir prédio próprio]. Foi maquiada uma reforma administrativa, mas falta mesmo uma melhoria nos fluxos, melhora da comunicação, talvez treinamento de funcionários, menos burocracia e exigências mais racionais.

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