| Ari Hauck tem atendido a população todas as quartas-feiras na Praça da Bandeira. Fotos: Ivan Gomes |
Sem gabinete no Paço Municipal, o vice-prefeito Ari Hauck, o
dr. Ari (sem partido), prosseguiu na quarta-feira (2), com atendimento à
população na Praça da Bandeira, Centro de Itatiba. Ao ouvir as pessoas que o
procuraram, as principais reclamações foram em relação a transporte coletivo e
infraestrutura.
Moradores de bairros mais distantes como Terras de São
Sebastião e Caminhos do Sol, além dos problemas com ruas de terra, falta de
água e esgoto, reclamaram muito sobre o serviço de transporte coletivo.
Reclamação reforçada por moradores de bairros mais próximos que dependem do
transporte para irem ao trabalho ou escola.
Além dos problemas com ruas sem estrutura, bairros com problemas
de abastecimento de água e coleta de esgoto, houve reclamação também sobre
falta de vaga em creches. Uma moradora disse que aguarda há meses uma vaga e
não consegue.
Doutor, como o senhor
avalia as reclamações que os cidadãos têm feito?
No Brasil temos uma cultura de incoerências. Virou moda
reclamar do gigantismo do Estado e do excesso de intervenção nos negócios
privados, esta é a marcar do neoliberalismo. Ao mesmo tempo todos os problemas
são empurrados para o Estado resolver.
| Na última quarta-feira, Hauck ouviu diversas reclamações |
De um lado o prefeito [João Fattori-PSDB] é complacente ou
inoperante com a concessão de transporte e outros como o saneamento e água,
deixando estes serviços ao gosto do empresário, sem exigir a prestação de
serviços adequada à necessidade da comunidade.
Por outro lado, é obrigado a atender as exigências de leis
populistas do Legislativo, por exemplo, exigir dos supermercados, gondolas
especiais para “promoções”, e oferecer creches para as 7 mil crianças de 0 a 4
anos que temos na cidade, para que suas mães possam trabalhar e ajudar no
sustento da casa. Na verdade, o sistema econômico precisa das creches para que
as mulheres venham dividir com os homens as vagas no mercado de trabalho para
não baixar os salários. Seria este o papel da prefeitura?
O serviço de
transporte coletivo é alvo frequente de reclamações. Será que um dia teremos
esse problema solucionado, ou ao menos amenizado?
Não neste governo. Basta ver que nos 67 pontos da Audiência Pública
do Plano de Mobilidade (http://www.itatiba.sp.gov.br/templates/midia/secretarias/planejamento/arquivos/apresentacao_planmob.pdf)
apenas um diz respeito ao transporte público sem trazer qualquer proposta. O
próprio Plano Diretor é adulterado sem que se pense neste problema, foi
aprovado a construção de 53 edifícios, mas alguém pensou no impacto deste adensamento?
| Para Hauck, todo político deveria ter tempo para atender população nas ruas |
Qual análise o senhor
faz dessas três semanas que atendeu na praça?
“O artista tem que estar onde o povo está”. Muitas vezes não
tenho como dar uma resposta que satisfaça a pessoa que me procura, no entanto,
uma conversa transparente e honesta, mesmo que seja um não, é muito melhor que
a omissão e o encastelamento do Imperador –prefeito. Enfim, o vice-prefeito não
tem poderes legais e sua atuação depende da vontade do prefeito. Se o vice
exige e incomoda, é fácil colocá-lo na “geladeira”.
Esse 'gabinete' deve
continuar?
Todas as quartas-feiras a partir das 12 horas. Mas não quero
que isso seja uma exclusividade minha. O prefeito e qualquer vereador podem vir
também. Aliás, isso deveria ser uma obrigação do ocupante do cargo eletivo.
Prezado Dr. Ari,
ResponderExcluirO senhor está de parabéns pelo trabalho que está fazendo. Um exemplo de político dedicado e trabalhador, e não de político "politiqueiro" como mais estamos acostumados a ver.
Fui durante cinco anos presidente da Associação de Proprietários do Loteamento Terras de San Marco buscando levar um pouco de melhorias e de bem-estar ao bairro, sem muito sucesso por conta da fraca administração que Itatiba tem hoje na figura de seu mandante.
A população local corre risco de vida, todos sabem disso, mas ignoram este fato.
Espero encontrá-lo um dia destes para conversarmos um pouco melhor.
Um grande abraço
Eduardo Martins