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| Imagens: Reprodução Internet, exceto as indicadas |
Por Ivan Gomes
Virou rotina abrir jornais impressos a cada dia, ou acessar
sites de notícias e informações, e deparar-se com matérias sobre o “petrolão”.
A cada dia novos depoimentos são apresentados, críticas realizadas, acusações e
a mídia no trabalho de defender ou acusar x ou y, conforme sua linha editorial.
Algo que precisa ser lembrado é que “mídia imparcial” é algo que não existe e
todos têm um lado, alguns deixam isso explícito, outros tentam nos ludibriar,
mas não nos deixamos enganar, por mais que um editor, colunista, ou qualquer
outro “funcionário”, tente nos fazer engolir essa falácia.
As denúncias contra o governo federal chegam ao absurdo, a
repercussão que isso denota é imensa. Todos os problemas que ocorrem em nosso
país, qualquer cidadão, por mais leigo que seja, aponta o governo como culpado,
principalmente o governo federal, aqui representado pela presidente Dilma
Rousseff (PT). Algo que é óbvio, é que o governo da presidente (não menciono
presidenta pois acho uma anomalia, algo ridículo) embora tenha parte da culpa,
mas nem tudo é sua culpa, é preciso reconhecer que os escândalos ainda não a
envolvem diretamente e sim pessoas da base de apoio e de seu partido. E a própria
palavra partido já nos remete a algo dividido, cada grupo de um lado, apesar de
estarem na mesma entidade.
Os problemas estão visíveis e as acusações e investigações
seguem a todo vapor e muitas notícias e opiniões nos chegam de maneira
distorcida ou somente com opinião de quem é contra o governo. Ser contra quem
está no comando é muito fácil, difícil é ter humildade para pensar em benefício
de um coletivo, neste caso do país. Enquanto o governo chafurda em um lamaçal
sem fim, outros preferem que ele se afunde cada vez mais, é o “quanto pior
melhor”, sem se preocupar que toda essa lama irá prejudicar mesmo é a
população, o que sempre ocorre. É sempre o povo que paga a conta, enquanto
pseudos heróis paladinos, alguns militantes do PMDB e do PSDB, principalmente
seu presidente Aécio Neves, que posa de defensor de boa conduta pública.
O líder do partido tucano no ano passado disputou a
presidência com Dilma e perdeu por uma margem de votos que pode ser considerada
pequena, mas perdeu. No entanto, os 12 anos de governo PT, que podem chegar a
16, não “desceu à goela” dos tucanos e eles fazem uma verdadeira ação para
desmoralizar e banalizar um grupo que dá suas derrapadas sozinho e não precisa
ser bombardeado mais do que é por parte da imprensa e os denominados
“formadores de opinião”.
Não estou aqui para defender o PT ou seu governo. Penso que
todos precisam ser investigados e se houver culpados, que sejam julgados e
paguem por suas práticas criminosas. O que soa estranho é que, em meio a tantas
denúncias, acusações, investigações, é que muitos nomes da “oposição”, que hoje
é encabeçada pelos “paladinos” tucanos, não sejam também investigados com o
mesmo afinco, ou se são, a mídia não lhes dê a mesma ênfase e importância que
dão contra o governo federal. Se isto ocorre, fica demonstrado que a chamada
“grande mídia” tem seu lado e não faz questão de esconder.
No Estado de São Paulo temos governo tucano há mais de 20
anos. Nestas duas décadas fica difícil apontar o que eles fizeram de tão bom
aos paulistas que mereçam voltar ao governo federal e transformar o país. São
Paulo, para muitos, é tido como a “locomotiva” do Brasil, o estado mais rico e
outros sinônimos. Mas somente quem aqui habita e precisa trabalhar sabe a
quantidade de problemas que enfrentamos.
Em nosso estado há muitas obras, escândalos em licitações
entre outras adversidades. Secretários do governo são acusados em vários
âmbitos e as notícias sobre esses fatos não nos são apresentadas com a mesma
frequência do “petrolão”. Como estão as investigações? E os escândalos do
metrô? E os problemas, que muitos afirmam que o presidente do partido tucano,
Aécio Neves, teve em Minas Gerais? As acusações têm fundamento? Estão sendo
investigadas?
Porque um partido, que se diz favorável ao país e sua
população, não tem governos transparentes? Algo que precisa ser apresentado a
todos, além da qualidade de Educação, das Universidades, sem esquecer a “falta”
d´agua, é a questão da arrecadação dos pedágios nas rodovias paulistas. Todos
dizem que temos as vias mais seguras e modernas, mas é o mínimo esperado para
um governo que arrecada bilhões com pedágio. E os valores não são nada módicos.
Em trechos com menos de 100 quilômetros na rodovia Castelo Branco, para citar
um exemplo, os valores ultrapassam o valor de R$ 11.
Em uma viagem com cerca de 300 quilômetros, o motorista
deixará cerca de R$ 100, temos preços para todos os bolsos. Isso interfere
diretamente nos preços das nossas mercadorias, mas quase ninguém comenta. E
para onde vai esse dinheiro? Isso não é divulgado! A manutenção de funcionários
e camada asfáltica não consome os bilhões arrecadados. E quase todas as
rodovias no estado “tucanistão” são privatizadas. Você até trafega com certa
segurança e conforto, mas o preço é alto demais e inviabiliza um maior
desenvolvimento do turismo e mesmo de produtos e mercadorias com preços mais
atrativos e como consequência disso temo menos poder de consumo da população.
Todavia, antes de atirarmos pedra somente em uma pessoa,
precisamos enxergar para além do que estamos acostumados. É necessário deixar
nossa pseudo “zona de conforto” e ver que muitos problemas ocorrem em âmbito
municipal e estadual. Itatiba também tem seus problemas, o prefeito é do PSDB e
mesmo assim muitos itatibenses, descontentes com o mandato do atual alcaide,
insistem em atacar somente a presidente por problemas locais ou estaduais ou
pensa que as melhorias serão praticadas por algum membro do partido do qual o
gestor municipal faz parte.
Estes são apenas alguns paradoxos que ouvimos e vemos
diariamente. E aquele “papinho” chato, de que ano que vem tem eleição e é
preciso saber em quem votar, já começou. Não há escolha. Os novos que pensam em
mudar são atacados e vilipendiados por quem está no poder, seja ele executivo,
legislativo ou judiciário. Quem está no poder não quer perdê-lo. Eles fazem de
tudo para desestimular a participação de pessoas que realmente poderiam se
engajar em batalhar por algo melhor. O que temos hoje é um excesso de egos e
demagogos. Enquanto isso, a minoria dos bons políticos trabalha em silêncio e
age em curto espaço, pois caso contrário são devorados por esta máquina voraz
do poder.

Solução para uma melhoria, em curto espaço de tempo, na
nossa atual política partidária não existe. Levará muito tempo para termos bons
representantes. Precisamos mudar como sociedade, sermos mais críticos,
participativos, não termos medo de enfrentar as dificuldades e realmente pensar
em mudança e não somente em benefício próprio e no status de “bom mocinho”.
Enquanto nos mantivermos como hoje, preocupados apenas em observar redes
sociais, aparentar sermos algo que não somos, trocar de celular a cada dois
meses, sempre ouviremos falar em escândalos, “petrolão” e pagaremos muitas
taxas de pedágio.


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