segunda-feira, 15 de junho de 2015

Servidores de Itatiba rejeitam proposta e mantém greve

Fotos: Ivan Gomes
Servidores municipais de Itatiba que estão em greve desde o dia 1º, recusaram, em assembleia realizada segunda-feira (15) à noite na Praça da Bandeira, proposta realizada pela prefeitura. A maioria dos grevistas que compareceu ao ato optou em manter a paralisação.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores, Rodnei Silvano, a proposta foi considerada razoável. “Eles ofereceram 7,5% de reajusta agora, retroativo a maio, mais 0,67% em janeiro e 10% no cartão alimentação. Para que isso ocorra, eles pedem, em contrapartida, que os funcionários desistam do processo que está na Justiça referente a 1,42%, que é a diferença sobre o reajuste do ano passado”, comentou.

A assembleia estava marcada para 18h mas começou com atraso. Além do presidente do sindicato, o advogado Rodrigo Francisco também falou aos presentes e disse ser favorável ao acordo. “Terei uma postura diferente, impopular, mas o acordo é razoável, tanto que o promotor [Fábio Vieira] disse que se fosse ruim ele não iniciaria a negociação. Além do que foi proposto, a prefeitura também aceitou pagar normalmente os dias parados”, afirmou.

A presidente do Sindicato dos Professores, Débora Oliveira, também foi favorável ao acordo. “Não é ruim, ao menos este ano não teremos perdas”, comentou. Após os discursos dos representantes sindicais, vários grevistas tiveram direto à fala e mostraram descontentamento com o item que pede para desistirem da ação do ano anterior.

Com espaço aberto, alguns servidores mais exaltados mostraram indignação com a postura dos sindicalistas, que afirmaram que a proposta era razoável, e questionaram as lideranças. Os ânimos foram contidos e em votação, a maioria recusou a proposta e decidiu manter a paralisação.

Novo ato está marcado para terça-feira (16), às 14h, também na Praça da Bandeira. Ao final da assembleia, alguns grevistas admitiram que a proposta não era ruim e mesmo com a recusa da maioria em relação à proposta, devem voltar ao trabalho. “A greve para mim acabou e saímos sem nada desta vez”, disse uma professora que pediu para não ter seu nome divulgado.   

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