Fotos: Ivan Gomes
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores, Rodnei
Silvano, a proposta foi considerada razoável. “Eles ofereceram 7,5% de reajusta
agora, retroativo a maio, mais 0,67% em janeiro e 10% no cartão alimentação.
Para que isso ocorra, eles pedem, em contrapartida, que os funcionários
desistam do processo que está na Justiça referente a 1,42%, que é a diferença
sobre o reajuste do ano passado”, comentou.
A assembleia estava marcada para 18h mas começou com atraso.
Além do presidente do sindicato, o advogado Rodrigo Francisco também falou aos
presentes e disse ser favorável ao acordo. “Terei uma postura diferente, impopular,
mas o acordo é razoável, tanto que o promotor [Fábio Vieira] disse que se fosse
ruim ele não iniciaria a negociação. Além do que foi proposto, a prefeitura
também aceitou pagar normalmente os dias parados”, afirmou.
A presidente do Sindicato dos Professores, Débora Oliveira,
também foi favorável ao acordo. “Não é ruim, ao menos este ano não teremos
perdas”, comentou. Após os discursos dos representantes sindicais, vários
grevistas tiveram direto à fala e mostraram descontentamento com o item que
pede para desistirem da ação do ano anterior.
Com espaço aberto, alguns servidores mais exaltados
mostraram indignação com a postura dos sindicalistas, que afirmaram que a
proposta era razoável, e questionaram as lideranças. Os ânimos foram contidos e
em votação, a maioria recusou a proposta e decidiu manter a paralisação.
Novo ato está marcado para terça-feira (16), às 14h, também
na Praça da Bandeira. Ao final da assembleia, alguns grevistas admitiram que a
proposta não era ruim e mesmo com a recusa da maioria em relação à proposta,
devem voltar ao trabalho. “A greve para mim acabou e saímos sem nada desta vez”,
disse uma professora que pediu para não ter seu nome divulgado.
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